segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Mudar o cônjuge

    Quando iniciamos um relacionamento, duas ilusões comuns e destrutivas se instalam: a crença de que o outro poderá mudar por nossa causa, pois vamos ajudá-lo a mudar, e a convicção de que o outro permanecerá exatamente como era quando o conhecemos. Ambas são ilusões sem base na realidade. As pessoas mudam o tempo todo: ninguém escapa do processo de mudança. Ninguém, entretanto, é capaz de mudar ninguém. Mudamos somente a nós mesmos, fazemos novas escolhas, damos prioridade a outros valores, mas nunca adivinharemos o que nosso cônjuge fará. No máximo, podemos ser um exemplo para os entes queridos e incentivá-los em seus esforços de mudança. Podemos proporcionar um ambiente seguro que induza à transformação, mas nada garante que o outro mudará da maneira como queremos.
          Quem acredita ter o poder de mudar o outro são os co-de­pendentes e as crianças. "Se eu for bonzinho e fizer tudo direito, ele vai mudar." "Ele" só mudará se quiser. Não mudará enquanto a responsabilidade ou a necessidade de mudança for sua. As crianças e os co-dependentes não têm responsabilidade, ou seja, não exercem controle sobre o comportamento alheio e, quando tomam para si essa responsabilidade, impedem a mudança. Só temos poder para nos transformar. Querer não é poder quando queremos que o outro mude. Investir nossos esforços no processo de mudança alheio só nos fará mal, roubando nossa auto-estima.
          Pedir, tentar, manipular, ameaçar, mandar, suplicar e barganhar para que o outro mude — tudo isso apenas gera um ambiente desestimulante e destrutivo. Quando ficamos negativos assim, mudamos para pior. Deixamos de nos esforçar e perdemos a auto-estima. Não deixa de ser irônico o fato de que o parceiro continua a fazer o que quer, mas agora se sente justificado quando nos culpa por impor tanto negativismo e um ambiente tão pesado à relação.
Não caia nessa armadilha. Mesmo — ou principalmente — que seu companheiro lhe peça para ser o agente da mudança dele, não faça isso. Os bons profissionais logo aprendem que não devem ser terapeutas da própria família. Só os amadores acreditam que podem ser os terapeutas de seus entes queridos. É impossível ser objetivo com a pessoa com quem você está envolvido, assim como é difícil aceitar coerente e incondicionalmente alguém ligado à sua vida. É difícil colocar-se na posição do especialista e manter igualdade e equilíbrio no relacionamento. Se lhe pedirem para ajudar alguém a mudar, o máximo a fazer é incentivar a procura de apoio profissional.

Eu insisto: cuide primeiro de você. Responsabilize-se por sua vida. Faça tudo o que puder para torná-la a melhor possível. Isso parece simples, mas não é fácil. Tente mudar o que é possível, ou seja, você mesmo. Aprenda a aceitar primeiro a si próprio e depois a seu parceiro. Se não conseguir aceitá-lo de forma nenhuma ou se ele não estiver disposto a se esforçar para mudar, você se verá diante de uma escolha. Abandone-o se necessário. Lembre-se: é sua escolha permanecer ou não nesse relacionamento.
(do livro "O Terapeuta de Bolso")

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018



                               A caminho do brejo 

A sociedade dá de ombros, vencida pela inércia

Um país não vai para o brejo de um momento para o outro — como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.

Aquelas alegres viagens do então governador Sérgio Cabral, por exemplo, aquele constante ir e vir de helicópteros.
Aquela paixão do Lula pelos jatinhos.
Aquelas comitivas imensas da Dilma, hospedando-se em hotéis de luxo.
Aquele aeroporto do Aécio, tão bem localizado.
Aqueles jantares do Cunha.
Aqueles planos de saúde, aqueles auxílios moradia, aqueles carros oficiais.
Aquelas frotas sempre renovadas, sem que se saiba direito o que acontece com as antigas.
Aqueles votos secretos.
Aquelas verbas para “exercício do mandato”.
Aquelas obras que não acabam nunca.
Aqueles estádios da Copa.
Aqueles superfaturamentos.
Aquelas residências oficiais.
Aquelas ajudas de custo.
Aquelas aposentadorias.
Aquelas vigas da perimetral.
Aquelas diretorias da Petrobras.
A lista não acaba.

Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer relação com a área, mas porque secretarias e ministérios têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida pública.

Um país vai para o brejo quando representantes do povo deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se criam castas intocáveis no serviço público, quando esses brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo.

Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.

Um país vai para o brejo quando não protege os seus cidadãos, não paga aos seus servidores, esfola quem tem contracheque e dá isenção fiscal a quem não precisa.

Um país vai para o brejo quando os seus poderosos têm direito a foro privilegiado.

Um país vai para o brejo quando se divide, e quando os seus habitantes passam a se odiar uns aos outros; um país vai para o brejo quando despenca nos índices de educação, mas a sua população nem repara porque está muito ocupada se ofendendo mutuamente nas redes sociais. Enquanto isso tem gente nas ruas estourando fogos pelos times de futebol!

Fantástica a coluna da Cora Ronái no O Globo!


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Coração

Lembrança, quanta lembrança
Dos tempos que já lá vão!
Minha vida de criança,
Minha bolha de sabão!

Infância, que sorte cega,
Que ventania cruel,
Que enxurrada te carrega,
Meu barquinho de papel?

Como vais, como te apartas,
E que sozinho que estou!
Ó meu castelo de cartas,
Quem foi que te derrubou?

Tudo muda, tudo passa
Neste mundo de ilusão;
Vai para o céu a fumaça,
Fica na terra o carvão.

Mas sempre, sem que te iludas,
Cantando num mesmo tom,
Só tu, coração, não mudas,
Porque és puro e porque és bom!


Guilherme de Almeida

sábado, 16 de dezembro de 2017

Lampejos

Por que Senhor as atenções humanas
não se voltam para os lidimos lampejos
em que a chuva se converte em manancial de beijos
em prol da humanidade que não se irmana

Por que Senhor os sábios decaídos
chafurdam na lama um tanto mais
enquanto os lírios dos charcos nascidos
procuram o Sol ainda que simples vegetais

Se em nossa alma a esperança encerra
de poder um dia viver contigo
por que intitulamos de inimigos
àqueles que nos deste por irmãos na Terra

Será que existem diferentes raças
se um dia falaste num só rebanho
por que semeamos tantas desgraças
no solo que regaste com amor tamanho?

do espírito Euzébio (por Álvaro Basile Portughese)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017


Maria e Giuseppe – Da Itália para o Brasil

      Notando o interesse da atual geração de Manzoli’s pelas histórias de ancestralidade da família e observando, também, que a fila anda, gerações se sucedem e as memórias se perdem e considerando, ainda, que pertencemos à uma geração em extinção, registro aqui algumas memórias que poderão interessar à algum Manzoli ou descendente.

Por volta do ano de 1680 nasceu em Libiola – fração da (Comune di Sestri Levante, Liguria It) Sante Manzoli.
Sante casou-se com Bárbara Zapparolli Manzoli e tiveram um filho chamado Isidoro Manzoli.

Isidoro e sua esposa tiveram cinco filhos. O primogênito chamava-se Giacomo Manzoli.

Giacomo e sua esposa tiveram cinco filhos O segundo chamava-se Domenico Manzoli (1772 a 1841).

Domenico casou-se com Ângela Martinelli Manzoli e tiveram cinco filhos. O terceiro chamava-se Carlo Manzoli (1805).

Carlo casou-se com Cecilia Benfatti Manzoli e tiveram dez filhos. O primogênito chamava-se Giuliano Martino Manzoli (1830-1900).

Giuliano casou-se com Giusepha Carnevalli Bertolucci Manzoli e tiveram seis filhos. O quarto chamava-se Giuseppe Vitorio Manzoli (1868-1947)

Em Poggio Rusco – Mantova It  Giuseppe conheceu Maria, filha de Ângelo Bassoli e Elena Cantoni Bassoli e casaram-se em 27 de abril de 1893 na “Parrocchia Del S. Nome de Maria” em Poggio Rusco – Mantova.

Em 15/05/1896 tiveram o primeiro filho que lhe deram o nome de Federico Manzoli e em 25/08/1897 o segundo e lhe deram o nome de Osiride Manzoli.

Para dar uma ligeira visão da situação social da Itália no Século Dezenove, colocamos aqui a resposta de um italiano a um Ministro de Estado de seu País, a propósito das razões que estavam ditando a emigração em massa
“Que coisa entendeis por uma Nação, Senhor Ministro?
É a massa dos infelizes?
Plantamos e ceifamos o trigo, mas nunca provamos pão branco.
Cultivamos a videira, mas não bebemos o vinho.
Criamos animais, mas não comemos carne.
Apesar disso, vós nos aconselhais a não abandonarmos a nossa Pátria?
Mas é uma Pátria a terra em que não se consegue viver do próprio trabalho?”

      Nesse contexto, Giuliano, seu filho Giuseppe e suas esposas decidiram mudar-se para o Brasil e empreenderam essa viagem a partir do Porto de Gênova em 31/10/1898.

No passaporte de Giuliano Manzoli, emitido na Provincia de Mantova e liberado em out/1898, consta o seguinte:
“O Ministro de Assuntos Estrangeiros solicita às autoridades Civis e Militares de Sua Majestade e das Forças Aliadas deixarem passar livremente
Manzoli Giuliano filho de Carlo que vai para São Paulo, Brasil com sua esposa Carnevalle Giusepha com 57 anos.”
No passaporte de Giuseppe Manzoli, emitido na Provincia de Mantova e liberado em out/1898, consta o seguinte:
“O Ministro de Assuntos Estrangeiros solicita às autoridades Civis e Militares de Sua Majestade e das Forças Aliadas deixarem passar livremente
Manzoli Giuseppe filho de Giuliano que vai para São Paulo, Brasil com sua esposa Basoli Maria com 24 anos e os filhos Federico com 2 anos e Oziride com 1 ano.”
A viagem foi feita no navio chamado “Minas”. Saiu de Gênova, It em 31/10/1898 e chegou ao Brasil (Santos-SP) em 22/11/1898.
Maria estava, na viagem, gestante de Isac que viria a nascer em 11/04/1899, portanto, cinco meses da chegada ao Brasil.
A família chefiada por Giuliano foi encaminhada para a região de Araraquara (SP) e ficou radicada na cidade de Boa Esperança do Sul – SP.
A nota triste dessa aventura foi a morte de Giuliano Martino Manzoli em 9/2/1900, pouco mais de um ano da chegada ao Brasil.
Em 10/09/1900 nasceu o quarto filho do casal Giuseppe e Maria que recebeu o nome de Juliano em homenagem ao recém-finado avô.
Em Boa Esperança do Sul nasceram mais os filhos:
Ângelo Manzoli em 28/10/1902;
Eugênio Manzoli em 01/09/1904;
Ferdinando Manzoli em 08/05/1906;
Elena Manzoli em 25/08/1907;
Irma Manzoli em 02/10/1909;
Remo Manzoli em 01/07/1911;
Mário Manzoli em 24/04/1913 que faleceu em 1914; e
Rômulo Manzoli em 26/03/1916.
Federico, aliás, Frederico, casou-se com Catharina Bonato de Boa Esperança do Sul e foram morar e criar seus filhos Irineu Armando, Valter, Waldir, Milton e Rubens em Araraquara (SP). Viveu até 04/04/1983.
Osiride, aliás, Oziride, casou-se com a filha de seu patrão, Henriqueta Bertolucci de Bonfim Paulista, em Araraquara onde nasceu a primogênita Anilde Aparecida. Mudaram-se para Pedra Branca SP onde nasceu o segundo filho: Hellio. Mudaram-se para o Parque Industrial de Matão (Toriba) onde nasceu o terceiro filho: Wilson. Em Araraquara nasceu a filha Dirce. Mudaram-se para Jacaúna SP onde nasceu o filho Orlindo. Retornaram para Araraquara onde nasceram os filhos: Yvonne, Ozíride Filho  (eu) e Cleide. Em 1941 mudaram-se para Tabatinga SP de onde retornaram para Araraquara em 1949. Viveu até 08/12/1986
Isac permaneceu solteiro e trabalhando como pedreiro com seu pai e irmãos. Mudou-se para São Paulo e sempre que podia visitava Araraquara. Faleceu em Araraquara com câncer no fígado em 23/10/1961.
 Juliano casou-se com Santina Ferrari de Boa Esperança do Sul e foram morar e criar seus filhos Carlos José (Carlito); Geraldo; Reinaldo, Nelson e Maria Aparecida em Dobrada SP.
Ângelo casou-se com Felícia Billi de Pirassununga SP, teve quase todos seus filhos nascidos no Estado de São Paulo, nas imediações de Araraquara. Seu Salvo-Conduto foi emitido pela Delegacia de Polícia de Matão (SP). Sua filha Cezira nasceu e foi batizada em Tabatinga SP em 16/06/1934. Mudou-se para o Paraná para onde foi criar seus filhos: Silvio, Diva, Deolinda, Cezira, Marina, Maria, Cecilia, Donato, Antonio e Aparecido. Viveu até 08/03/1995.
Eugênio casou-se com Amélia Bonato de Boa Esperança do Sul (cunhada de Frederico Manzoli) e foram morar e criar seus filhos Ítalo, Hercília, Hercídio, Oswaldo, Eunice, Ítalo e Eduardo Armando em Olímpia SP, com casa comercial de tecidos e armarinhos no centro da cidade com o nome de “Casa Manzoli”.  
Ferdinando casou-se com Felícia Diana, de Sertãozinho SP e foram morar e criar seus filhos Clarice, Lourdes, José, Luiz, Claudina e Cláudio em São Paulo SP. Viveu até 06/07/1958.
Elena casou-se com Maurício Carpigiani e foram morar e criar suas filhas Alzira, Elza e Esther em São Paulo SP.
Irma casou-se com Antonio Diana de Sertãozinho SP e foram morar e criar seus filhos Abner, Orlando, Ilda, Antonio, Zineide e Zinedir em São Paulo SP.
Remo casou-se com Alzira de Angelis, de Santa Maria da Serra SP e foram morar e criar seus filhos José, Renato, Maria, Eugênio, Rene, Reinice e Lenira em São Paulo SP.
Rômulo casou-se com Joventina Sigo e foram morar e criar seus filhos Sérgio, Vilma, Roberto e Wagner em São Paulo SP. Existe registro de inscrição de firmas comerciais da Comarca de Pederneiras SP em nome de Rômulo Manzoli  com data de 20/08/1940.
O casal Maria e Giuseppe mudaram-se para São Paulo SP, Vila Carrão, onde viveram ainda muitos anos de suas vidas. Giuseppe faleceu em 30/04/1947 com 79 anos de idade e Maria em 05/05/1968 com 94 anos de idade. Lembro-me da visita da “Noninha” – como a chamávamos – a Araraquara onde presenteou-nos com sua presença por mais de semana. Foi muito agradável, passava os dias fazendo meias de lã com pontos de tricô com três ou quatro agulhas, não me lembro.



Osíride, Eugênio, Ângelo, Juliano, Isac, Frederico, Ferdinando, Elena, Rômulo, Maria Bassoli Manzoli, Giusepha Carnevalli Bertolucci Manzoli, Giuseppe Manzoli, Remo e Irma.


Por: Ozíride Manzoli Filho e dados de Wilson Manzoli.  

terça-feira, 12 de setembro de 2017

COMO FUNCIONA A SUA MENTE

             A mente é uma só, mas tem duas funções ou características: mente consciente e mente subconsciente.

A mente consciente é a mente racional, objetiva, é a mente que pensa, analisa, raciocina, deduz, tira conclusões, seleciona, censura, dá ordens, determina, imagina; é a mente servida pelos sentidos; é a mente em estado de vigília e responsável pelo que você é.

             A mente subconsciente é a mente subjetiva, impessoal, não seletiva, cujo papel é cumprir as ordens que recebe da mente consciente através do pensamento. Tudo o que a mente consciente aceita como verdadeiro, a mente subconsciente também aceita e realiza.
  
            Nas profundezas do subconsciente reside o poder infinito, a sabedoria infinita, a saúde infinita, enfim todos os atributos divinos.
    
          A mente consciente age e a mente subconsciente reage de acordo.
  
            William James, pai da moderna psicologia americana, disse que o poder de mover o mundo está no subconsciente.
   
           O que você grava na mente subconsciente, esta moverá céus e terras para tornar realidade física.
   
           O subconsciente é, também, o construtor do corpo e mantém todas as suas funções vitais. Trabalha sempre, noite e dia, tentando ajuda-lo e buscando preservá-lo de qualquer dano.

              Pode-se dizer que a mente subconsciente é universal ou cósmica, por isso você abrange todo o universo dentro de você.
  
            Foi Sócrates quem disse que quando levantamos um dedo estamos afetando a estrela mais distante.
  
            A mente subconsciente pode ter muitos nomes, uma vez que ela é intima com o espírito e o espírito é infinito.
  
            Jesus dizia: Eu e o Pai somos UM. Havia absoluta interação entre a sua mente consciente e subconsciente, daí o Poder Infinito do Mestre, capaz de realizar milagres a qualquer momento.
      
        Outras pessoas falam em Eu Superior, em Mente Cósmica, em Presença Infinita, em Poder Infinito, em Energia, Vida, assim por diante. Qualquer nome que você dê, será um nome limitado, pois você nunca abrangerá toda a extensão da sua mente porquanto chega a um ponto em que ela se confunde com a própria divindade.
      
        A mente subconsciente tem força infinita, capaz de realizar todos os seus desejos, mas nunca age por conta; ela age de modo todo especial, determinada pelo pensamento.
    
          O pensamento dá a ordem e o subconsciente cumpre. Por isso você é o resultado dos seus pensamentos.
  
            Pronto, agora você desvendou o mistério. Agora você tem as chaves do reino dos céus. Como dizia Jesus Cristo: “O reino de Deus está dentro de vós mesmos”.


                                                           (Lauro Trevisan) do livro O Poder Infinito da Sua Mente.